Ao nascer, sua avó materna o apelidou de Chedinho com a intenção de lhe dar o nome de um músico erudita alemão, batizando-o artisticamente. Aos 12, teve o primeiro contato com instrumentos de percussão (reco-reco, tamborim, pandeiro, surdo) e com o cavaquinho (herança de um passado familiar) ingressando em um grupo de pagode e iniciando-se, de forma autodidata, na música. A partir dos 18, participava de rodas de samba esporádicas até ser convidado a tocar Samba-rock na banda Quiprocó.
Esse foi um grande marco nas influências sonoras de Chedinho, uma vez que abrira seus ouvidos para músicas, até então, tidas como ruins ou desvalorizadas. Em 2008, na faculdade de Educação Física da Fundação Helena Antipoff, conheceu artistas/ amigos (que posteriormente fariam parte de seu trabalho) e se reconheceu como palhaço, o Palhaço Chedinho, depois de participar de oficinas e estudos próprios à cerca das artes. Com o fim da banda, aproximadamente em 2009, começou a se aventurar, mesmo que de forma intimista, nos escritos e composições. Em 2011, criou o Quarteto em Trio juntamente com Lucas Marques e André Corrêa, na intenção de tocar o que gosta, ou como é o slogan da banda: "Tirar som da alma". O "Quarteto" ainda vive para que esses três grandes artistas concebam espetáculos ímpares, porém, são esses, livres em seus trabalhos solos. Sem dúvida, o maior marco de experiências musicais de Chedinho.
Desde então, poeta e compositor de diversos ritmos e experimentações sonoras, o artista busca no âmago de suas artes feitos que traduzem sua filosofia construída peculiarmente ao longo da vida, baseando-se no respeito, no caminho dos pés e das mãos através da mente, no "eu" ridículo, na alegria, na paz e no amor.
Allisson O. Rodrigues