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F5 - Festival da Cultura Independente de Contagem I Terceira edição, 2014: Programação do F5 segue até dia 20 com atividades ... : Varias atividades culturais ocuparam diferentes regiões da cidade nos três primeiros dias do F5- Festival de Cultura Independente de Contage...

Falando de amor

Hoje boto fé e me sinto lisonjeado. Pode crer o nosso som tá indo pra todos os lados. O corpo que faz fogo nunca vai ficar gelado. A ideia desse jogo é não ficar parado. Sambista que faz rap, já faz rap sambado, cada um no cada qual, mas já “tamu” misturado. Purificando, enfim, o consciente armazenado manifestando, sim, uma nação de revoltados. Tem mais torcida do flamengo do que “nego interado”. O grande povo do Brasil sendo desconscientizado pelas igrejas, TV, políticos safados... Se não vê, não crê, vive alienado e se vê, vira a cara, pois assim foi ensinado. Mas se passa na TV que o dinheiro foi roubado e o papa diz: Amém, tudo bem! Tá perdoado. Subjulgam os corajosos que manifestam mascarados. Pensam que o mensalão é uma manobra do estado exaltando e defendendo um político listado. Se ele fosse da igreja, voto nulo era pecado. O que é o que é? Cai em pé, corre deitado? Não é o pó do Perrella, mas também tá no senado. Máscara antiga. Má herança do passado. É a lei no povo pra...

Sorrisos e abraços

Ao dia, à noite, em qualquer tempo ou lugar. Em qualquer ocasião: alma brasa. Pequena, serena, pronta pra voar! Brasa forte de tanto se alimentar de abraços e sorrisos; de versos de improviso; de poesia composta; de tanto se deixar exposta. Se vê mergulhado em um veneno. E a palavra trabalha feito dreno operando com delicadeza. O seu íntimo exala beleza. Soa belo no trato propagando no vácuo do subconsciente aquilo que, de fato, transforma mentes. Isso é o artista dizendo aos seus ouvintes que, além da gentileza e dos seus requintes, sua alma escancarada mostra seu espaço. O que move esse espírito, ouvintes, são seus sorrisos e seus abraços. Chedinho/ Valsa/ 2014 .

De cima de um palco qualquer

A vista que tenho daqui é de um mar de nostalgia. Daquela da boa, na qual a pessoa só vê o que é bom, a alegria! Pessoas que andam para onde o nariz aponta e os sapatos, distorcidos, levam a caminhos que, sem eles, não se dão conta. Vejo pessoas anestesiadas ao som de Cartola. Que de tanta entrega, luta e raça, disfarça e chora. São pessoas maiores do que seus semblantes. Enfrentam tais quais samurais com escudo, espada e guia. Entram e saem de tempestades para não esquecer a glória da calmaria. Chedinho/ Poesia/ 2013 .

A lei do compositor

Palavras fatídicas, balísticas, que, às vezes, só servem pra saírem da mente e levarem consigo o efeito entorpecente de uma ideia levada à sério. Palavras ditas, empíricas. Nada sai da mente de um compositor! Tudo o que se vê, pensando ter saltado de lá, nunca deixou de existir desde o momento que passou a.   A alma do compositor é a inércia. E a inércia é lei. Chedinho/ 2012/ Poesia. .

Depois de um Apoema

Vou te cercar por todos os lados te aprisionar nos meus afagos te incluir nos meu pecados Vou te limpar com guardanapo Pra manter a sutileza... Te induzir nos meus caminhos te eleger dentre os meus vinhos te coagir nos meus desafinos vou deixar mandar-me nos meus ninhos Pra não perder a gentileza... Vou desequilibrar o teu fogo tentar apagar tudo de novo fazer cara de bobo vou ver você virar o jogo Pra não perder a destreza... Já tá bom! É hora de calar a boca para um bom entendedor, palavras deram sopa. É continuar a rima e a vida fica ôca criando casca; vivendo de fora. Te vendo sempre, te querendo agora emanando sua luz mais perfeita do que qualquer aurora. Cozinhando o teu corpo pra comer com canibaleza Cartas na mesa! Já tá fácil, se quiser uma solução No meu “eu” mais egoísta, uma vez morando em seu coração num vou comê-lo não... Chedinho/ 2014/ Poesia .

Boa noite boa...

Sentar em uma praça,Tomar um sorvete, Deixar cair da boca Um pequeno verbete. É romântico e a noite está linda, venha ver!! Ela faz um convite para esse clichê. Fica perfeito se, à luz dos direitos, Poder te dizer “oi” e logo em seguida suspirar e dizer “bom dia”. E, assim como os teus, meus olhos puderem estatelar Por ver passar o passado me confundindo com o presente, Dizendo que você ainda está ausente E que é pra eu parar de imaginar. Mas já sei o que é: É fogo de saudade que arde sem parar. É hora ingrata em que se existe sem saber onde o chão está. É hora barata mostrando que não estive pronto pra amar. Chedinho/ 2010/ Poesia