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Sobre chuvas, doenças e um pouquinho de revolta

Já dá pra ficar cansado de ouvir as mesmas frases sobre as chuvas e as doenças transmitidas por mosquitos e/ou as recorrentes enchentes. Já parou pra pensar, há quantos anos existem bromélias? E sobre quais são os motivos para gerar uma epidemia? Já percebeu como e quando a política toma certas atitudes?

A situação é realmente alarmante, mas esse produto de uma série de negações cria um sistema complexo, do qual estou longe de compreender. No entanto, tenho um ponto de vista.

A chuva faz parte do ciclo natural da água. Natural! Ela vai existir sempre, em maior ou menor escala. Outro importante componente da natureza é a flora. Isso! No nosso planeta existem plantas, logo, bromélias e espadas-de-são-jorge são bem velhinhas. Agora, o lixo é produção humana.

Uai? Por quê digo o óbvio? Porque as pessoas estão matando plantas por causa de um acúmulo de água nelas, mas esquecem que o lixo jogado na rua provoca enchentes catastróficas (salvo os maus planejamentos das prefeituras) (Maus com "u" mesmo), que a tampinha é mais perigosa do que a bromélia (que reserva àgua com nutrientes e NÃO É FOCO DE DENGUE, vide link) e as corrupções do ser humano provocam um estrago muito maior do que uma epidemia de ebola.

Não dá pra negar a importância da prevenção, mas culpabilizar a natureza por um estrago de origem humana é, no mínimo, ignorância. Nega-se a coleta seletiva, nega-se a profissão do catador, nega-se a responsabilidade, nega-se a exigência de políticas públicas eficazes, nega-se pensar! Bate palmas para o egoísmo e para a vida medíocre.

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Cumprimentos à banda Espigão

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Sobre a luta feminista

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